Há dois meses o Brasil o governo federal estava as turras com uma provável corrida contra o real. Esta situação se arrefeceu após injetarem 70 bilhões de dólares da reserva. O dólar caiu a 2,19. , hoje retorna a 2.32. Não há como não subir. As contas não fecham. Sai mais do que entra. Solução aumento de juros, arrecadação, competência administrativa e redução de despesas, corte orçamentário e privatização de todo a rede de transportes, empresas sem interesse público. Há torneiras para serem fechadas.

Parar de subsidiar incompetência como empresas do estilo X. Para o próximo ano a inflação continuará a subir, como os juros e o dólar. O governo colocará a sua frente às pesquisas eleitorais e agirá pela percepção para alcançar o melhor resultado possível: vencer no primeiro turno. Não poupará esforços para a Copa dar Brasil fora do campo. Justo. Melhor rentabilizar o investido a relegar ao nada tanto sacrifício. O que falta aos governos de uma forma geral:

1) Planejamento em longo prazo, melhor os indicadores de desempenho em: educação,
saúde, saneamento básico e mobilidade de cargas e pessoas.

2) Purgar das suas despesas e investimentos o percentual dedicado a fins “partidários.”

3) Controlar em tempo real dos principais indicadores de desempenho.

4) Acompanhar os projetos prioritários.

5) Incentivar a indústria de manufatura em todas as suas vertentes.

6) Facilitar ao máximo a vida dos produtores do agro negócio.

7) Eliminar os cartéis das áreas de concessão pública, distribuição de bens e produtos.

8) Dedicar-se a uma prestação de serviço exemplar ao cidadão brasileiro. Oferecendo a
desburocratização e o atendimento exemplar na saúde, educação e transporte.

9) Nomear com cautela os diretores das agencias regulatórias, empresas e serviços. Que
tenham metas a atingir e indicadores a alcançar.

Par o nosso desenvolvimento não há receita que fuja do óbvio: educação, lisura, competência.

1) Não respeitarmos uma democracia proporcional. Um voto de Roraima vale 20 vezes um voto de São Paulo. O Congresso Nacional não representa proporcionalmente a

2) O judiciário é lento na apuração e execução penal.

3) Os órgãos de controle são ineptos. TCU, TCE e TCM não causam temor aos larápios da
república. Seus conselheiros são indicados pelo poder executivo e consagrado pelo legislativo. Os conselheiros devem ser concursados.

4) As agências de controle têm seus cargos preenchidos a conveniência dos carteis e políticos. Da mesma forma só concursado poderia atuar e gerir a entidade.

A desilusão assola o país, mesmo com passeatas e protestos. A próxima vítima será a impressa livre e depois a liberdade. Lameto.

 

Ronaldo Bianchi

A notícia da semana foi a adesão de Marina Silva ao PSB de Campos. Partidos tem seus líderes, alguns donos. O PT de Lula imediatamente recomendou a retalhiação dos antigos aliados. Esta atitude reflete o tamanho da fragilidade de Dilma para ganhar a próxima eleição. Quanto mais tempo passar o efeito Lula (“eleger poste”) se enfraquece. Ele sabe disto. A construção eleitoral foge do progrmático para encontrar-se com o oportunismo partidário. Os partidos preocupam-se sobre temas nacionais a serem discutidos?

Onde estão os programas para solucinar desvios,melhorar a vida dos brasileiros? Como e quais são as propostas para o combate do narcotráfico, contrabando e roubo de cargas?Onde estão as políticas públicas de saúde, educação, habitação e saneamento básico? Quanto a economia: quais serão os fundamentos a serem obedecidos, perseguidos para garantir cresimento econômico? O que será implantado para que a construção da infraestrutura saia do papel?
O mapa da carência está colocado há tempos. O que precisam revelar são os modelos, comandos e atitudes para alcançar o que sabemos:

1) Na educação ensino integral para que os brasileiros ultrapassarem o analfabetismo funcional e sejam protegidos das redes do narcotráfico.

2) Na saúde o envelhecimento da população demandará novos serviços e um atendimento especializado para os finais de vida.

3) Na habitação e saneamento básico precisam definir o que onde e qunato dfinanciar anos a fio para eliminar o deficit.

4) A segurança pública precisa ser repensada. As atuais duplicidades de funções das polícias e os parcos recursos federais para as fronteiras como também nos adensamentos urbanos não contam do crime organizado. A chave para melhorar o padrão de vida das populações está na conjunção do fim da impunidade, corrupção e combate criminal.

5) O quadro econômico precisa de ordenamento. Para começar a indústria precisa ser reativa no país. A queda da capacidade indústrial é tão danosa quanto ao mau combate ao crime. Por ela os salários são maiores e aumentamos a capacidade tecnologica do país. Mais escolas especializadas, maiores recursos ao sistema S. Geração de renda, crscimento econômico. Aqui nfaltaráa discussão de rende, juros e tributos. Ficará para um próximo artigo. Pois sem discutí-los e apontar a direção nada será relevente ou factível.

6) A infraestrutura é tão chave quanto uma política de proteger o meio ambiente. Devemos construir, explorar e manufaturar com o menor rsico ambiental possível. Políticas de de mitigar impactos ambientasi como novasações para reparar o ocorrido são necessários. Deveriam os programas atuar nesta direção: cresecer sem destruir ou socializar os prejuízos de lucrativas atividades privadas.

7) As políticas públicas culturais deveriam apontar para a formação das pessoas. O ensino musical e todas as práticas culturais deveriam ser incentivadas. Não basta incentivar o negócio cultural precisamos de formação conjungada com a difusão.

O Brasil precisa de um executivo com melhor capacidade de gestão. A estrutura operacional deverá ser administrada por critérios técnicos. O maior desafio do poder executivo será blindar-se do assédio dos partidos que formarão a maioria parlamentar. Por enquanto, o cenário para as eleições de 2014 está sendo bem construído. Serra jogou para o time ao ficar no PSDB. Há um clima de aliança em construção, não só para derrotar o PT, seria um objetivo secundário e fortuito.

Não cabe demonizar o PT, como fez a nota do PSDB. O PT ganhou legitimamente as três últimas eleiç&oti lde;es para dirigir o executivo. A locomotiva do Congresso é o PMDB. Portanto, não é o único responsável pela situação atual. São todos os partidos da base aliada.

Da mesma forma, a nota não deveria apontar o regojizo ou responsabilidade do PT quanto a incapacidade dos organizadores da Rede ao apresentar o número insuficiente exigido pela legislação para a sua formação. Lei foi cumprida. O TSE cumpriu sua função. Se ocorreu sabotagem, corpo mole das autoridades eleitorais caber& aacute; abrir sindicância específica. Não parece o caso.

A nota da presidência do PSDB deveria encharcar a decisão pelo otimismo e proclamar o compromisso de união dos partidos da oposição. Ponto positivo para o trecho sobre a continuidade do nome Marina Silva no processo eleitoral, fortalecendo a oposição. Faltou o principal. Apresentar o núcleo do ato: 1) Inicia o destravamento das amarras que nos impede de alcançar o Brasil desejado. 2) Deslanchou as forças desenvolvimentistas, democráticas e real izadoras das boas práticas de gestão pública. 3) Deu a partida para arejar o Congresso Nacional e os poderes estaduais. Precisava ser dito isto e não disse.

Bola dentro para:

1) FHC e seu mantra para a consolidação da oposição,
2) Marina Silva e seus conselheiros ao aprumar a vela para a corrente dos novos ventos.
3) Eduardo Campos pela propriedade do senso de urgência e visão do momento histórico do país.

Resta a presidente Dilma melhorar seu governo.

Ronaldo Bianchi

A democracia brasileira não corre perigo quanto a forma e estrutura de sua representação. Mas há outros perigos latentes. O continuismo e a hegemonia partidária à moda mexicana. Lá a PRI ficou no poder por 71 anos, manipulando resultados e extorquindo adversários. Da mesma forma as ditaduras com representação política. Como a brasileira. Por 24 anos montou um cenário de representação fantoche: ARENA e MDB.

Dentro desta MDB existiam os adesistas era m uma oposição faz de conta. Dela emergiram os autênticos que deram a cara para bater e serem cassados. O MDB autentico derrubou a ditadura com o patrocínio da imprensa e a divisão da ARENA. Isto é uma passado. Agora ando lendo Ana Arendt há algum tempo. A forma como argumenta e demonstra a montagem das peças do berço totalitarismo é preciosa Estuda a fundo a psicologia sociopolítica da apropriação do antissemitismo para embasar um discurso aparentemente vazio mas que acrescido de um “inimigo” externo (o povo eleito) e a miséria acende o pavio do totalitarismo. Os ingredientes não acredito tão atuais, mas a fórmula é presente.

Alteram-se os componentes e teremos uma nova aventura totalitária. Não faltam políticos e partidos a escolher “inimigos” para agregar a população mal informada, manipulável por discursos messiânicos e implantar-se como solução definitiva. Quando reflito o que ocorre no mundo e no nosso país em particular, mais convicto estou em apoiar a impressa livre. Ela corre perigo. Dada a pulverização de verbas publicitárias a um sem números de mídias, sofrem mais as independentes. O dinheiro não jorra para críticos. Incomodam. Há uma nova força de censura no ar: o garroteamento publicitário.

Os mais atingidos sãos jornais e revistas e sites. Não precisam da concessão pública para existirem e desenvolverem críticas. Agora as rádios e televisões são gorroteaveis a qualquer momento ou no momento da renovação da autorização. Da mesma forma as mineradoras, as mantenedoras de estradas, bancos e qualquer outra concessão pública. Basta uma aperto do governo de plantão e os recursos publicitários como a renovação da concessão podem ser negados. Vide a Argentina e a saga do El Clarín. O Pagina 12 de abertamente crítico no passado, tornou-se oficializado. Jorram recursos para suas páginas. Outro assunto preocupante é a possibilidade da exigência da contribuição partidária. “Faço a propaganda, mas tu paga a taxa do partido”. Será que não existe esta possibilidade? Não sei, mas parece possível. Aqui não acuso nenhum governo em particular.

Levanto uma hipótese. Por isto peço para continuarem a assinar, manter e patrocinar: jornais, revistas e sites independentes, críticos, investigativos. São nossas únicas armas para nos distanciar do totalitarismo latente do processo político contemporâneo. Ovo da serpente (o totalitarismo latente) existe, como a máfia e a burocracia pública e partidária corrupta que nos estorce, nos prejudica moral e economicamente. Pelo simples fato de não aceitamos esquemas e não rompemos com nossos valore s e princípios democráticos e republicanos. Sem será bom para o mercado a imprensa livre, iquisidora, investigativa. Equaliza a relação de forças. O mercado precisa se concientizar que sua única arma é uma opoisição forte como uma imprensa livre e independente. Faz bem aos negócios.

Ronaldo Bianchi

O cenário contestatório está mudado ou em letargia. A população aguarda com esperança compreensão de suas demandas ( pequenas ) pelos governantes. Parece um tempo de ressaca. Macros manifestações deram lugar às micros. A Central sindical realizou uma manifestação pretendida grande, mas se tornou nanica. Os manifestantes foram pagos. Uma vergonha. Tirou o brilho da história do sindicalismo, se um dia existiu algum brilho neste conjunto que representa os trabalhadores brasileiros. Os indicadores da popularidade dos políticos continuam inalteradamente baixos, como previsível. A alienação dos políticos é a fonte de nossa insatisfação. Eles alcançam cargos e funções para benefício próprio. Almejam o poder para reparti-lo entre os próceres partidários e aliados. Não há programa estabelecido para o bem comum e o desenvolvimento.

A democracia estabelecida precisa de reforma. Não a proposta apressada e impensada da presidente. Exige uma reflexão profunda a ser praticada em diversos fóruns. Quem deveria promovê-la: o Congresso Nacional. Como isto poderá acontecer com Renan Calheiros e Henrique Alves? Reconhecidos como dignos representantes do status quo. Não será por eles. Onde está oposição? Pensando como reabilitar-se depois de anos de inércia. Faltou lhe coragem para a contestação? Oposição está acuada e com sinais evidentes de inapetência. A nossa sociedade civil muda.

Agora, esperançosa de um cenário econômico caótico para se reerguer. Não será o caso. Em 2015 a onça beberá a água que lhe compete. Daqui até o final das eleições o atual governo controlará a economia como não vem acontecendo até agora. Percebeu que é melhor controlar e ganhar do que arriscar o gastório e perder o poder. Aumentarão os juros ao que for necessário. O pleno emprego dará lugar um pequeno desemprego. O dólar alcançará o limite que for preciso para equilibra-se dentro do cenário internacional. O turismo dos brasileiros mudará de sentido do exterior para a orla brasileira e chapada dos veadeiros.

Assistimos por 10 anos uma desordem planificada. O estado partilhado entre os adesistas da ordem neo sindicalista. Nunca foi importante colocar o Brasil nos eixos do desenvolvimento industrial. O investimento exibicionista da Copa e Olimpíadas deu lugar ao racional da infraestrutura, da boa gestão na saúde, educação, habitação, meio ambiente e de um trabalho a favor da competitividade internacional de nossas indústrias, comércio e agricultura (de longe o melhor exemplo). Onde haja maior salário devido a aumento de produtividade. Nossa oposição e sociedade civil não adotaram a contestação. Fora adesistas e servis.

Temos um governo bancarrota! Pior, poderá continuar no poder. Não por suas qualidades, mas pela fragilidade da oposição. Esta não alcança o coração do povo. E o povo porque não almeja mais? Porque não lhe chegou à mensagem do progresso. A oposição tem governado Estados importantes, como Minas e São Paulo. O povo não consegue ver nada de novo, porque não há. Como o governo federal os estaduais oposicionistas não estão dando no couro. Estão paralisados. Faltam aos seus chefes, subordinados e aliado: dinamismo, exemplos de inteligência, indicadores diferenciados na educação, saúde, segurança, agora suspeitas quanto a sua probidade. São governos amarrados, acuados e acusados. Demonstrar alternativa exige exemplo de exercício contínuo de sucesso. Se a oposição galgar a presidência será um milagre ou o caos se estabeleceu. Saberemos. Como está o horizonte aponta a vitória do estabelecido.

Ronaldo Bianchi

Todo o artificialismo econômico um dia chega ao fim. Foi assim com a política cambial mal formulada (?) da trinca FHC/Malan e Gustavo Franco. Artificializaram nossa moeda. Quebraram meio mundo para conter uma provável inflação.

Elevaram aos píncaros os juros para conter a derrama. Porém, com o tempo colocaram em ordem a casa. Erraram muito, mas acertaram mais do que erraram. Lula colheu o melhor dos mundos. Vento na popa. Economia arrumada e cenário internacional por oitos anos em céu de brigadeiro.

Como foi incomPeTente. O país cresceu aquém do que qualquer outro conseguiria. Preferiu comprar o Congresso, aparelhar a máquina publica com incompetentes e aliados ( os larápios de sempre ). Destruiu valor. A presidente “gerentona”, está a beira de um ataque de nervos.

Dilma com sua grosseria está no estertor. Tenta se segurar pelas tabelas como bêbados a procura do primeiro poste. Todos os indicadores econômicos ladeira abaixo. Mente, distorce e maquia a contabilidade nacional. Apegasse a movimentos esdrúxulos como realizar um plebiscito para realizar uma reforma política que pode ser realizada por uma PEC.

Sustenta uma pauta de cinco pontos todas objeto de PL no Congresso. manda o ministro da educação responder a imprensa sobre temas políticos. Onde iremos parar com todas estas improvisações, este amadorismo? Pois é ela ainda estará por aí por mais uma ano e meio. Tempestades se aproximam. Apertem o cintos a “pilota” endoidou e o copiloto sumiu.

 

Ronaldo Bianchi

O governo Dilma está ladeira abaixo. Perdido. Os indicadores econômicos declinam. Há recuo da produção industrial, a inflação em alta, 6,7% anualizada (ultrapassou a banda 6,5). Tende a aumentar.A promessa de redução dos juros foi para o espaço.

A taxa Selic em dois meses passou de 7 para 8,5%. Sendo até agora o único instrumento praticado para reduzir a inflação. Creiam, estão errando a mão. Nossa inflação está no item alimentação. O remédio a ministrar é importar alimentos. Outro aplicar é realizar o investimento público orçado. Fomos informados da vunerabilidade de nossa segurança.

Os USA invadiram nossa praia. Enquanto isto nosso orçamento a realizar no quisito TI da Segurança nacional sequer investiu 10% dos 98 milões da rubrica dedicada. Sem falar em outras rubricas mais importantes e substanciosas como aeroportos, portos, estradas, hidroelétricas e assim vamos. As minifestações públicas dos últimos 30 dias e a rebeldia doas aliados do Congresso aponta para o fim prematuro deste governo. Aí de nós. 14 meses a deriva. Nesta circunstância candidatos surgem.Serra acredita ser competitivo na disputa para a próxima eleição a presidência do Brasil.

Tem todo o direito e a oportunidade está aberta. O PT está no muro não acredita em Dilma, cá entre nós nunca acreditou. Lula a cacifou e a enfiou goela abaixo. Agora os petistas desejam o retorno do “São Lula”, aquele que nunca soube do mensalão. Não há outro nome. Os outros estarão presos, penalizados ou desmoralizados. Lula pode, afinal ficou dono do partido. Marina Silva acredita nos seus 30 segundos de TV para virar o jogo e tornar-se pr esidente. Aécio joga seu cacife no seu maneirismo. Sua candidatura está aquecimento, até agora não empolgou. Está na situação: ” mais do mesmo”.

Eduardo Campos não aparece como candidato, mas poderá ser. seu propósito imediato? Crescer sua presença na mídia e nos formadores de opinião.Está fazendo uma campanha promocional. Exortando sua imagem. Engana trouxa?. O que assistimos são muitos acreditando em si mesmos. Nenhum em função dos brasileiros. Ninguém coloca a público seu programa, suas intenções. Candidatos e seus marqueteiros dizem que é muito cedo.

Eu acredito que passou da hora. As ruas deram o primeiro recado. Agora, cá entre nós, ficar assistindo a este show tipo “big brother” ou “casa da candidatura” é o fim da picada. Os candidatos deveriam responderr algumas questões como por exemplo:

Quais são vossos programas? O que querem para o Brasil? Qual a vossa missão? Qual a vossa visão? Irão sozinhos ou acompanhados?.

Cansa esta situação sinistra de almejar o fracasso alheio. O povo exigi diálogo. Com a palavra candidatas e candidatos. . Sejam transparentes. O povo brasileiro agradecerá.

Ronaldo Bianchi

Há um mês o Brasil vive uma turbulência inusitada. As primeiras manifestações das ruas clamaram por redução tarifária. Para mim a “gota d´água”. Os componentes da explosão estão localizados na má gestão das nossas necessidades cotidianas. Estourou a bolha da acomodação, da paciência. Insatisfações foram extravasadas. Fatos assombreados por uma economia de crescimento sonso forma a luz. Índice de emprego para ninguém morrer de fome, mas sem brilho, sem perspectiva.

Empregos industriais indo para o ralo. Aumento de tarifa é um fato evidente. Um bom estopim. Ficou fácil catalisar o incômodo coletivo. Causas, temos aos montes: a educação pública é ruim, o mau atendimento da saúde, transporte público caótico, evidências de corrupção na construção dos equipamentos esportivos desde o Pan Americano no Rio agora estendido na forma e no contexto dos estádios da Copa de 2014, a confirmação pelo Supremo Tribunal Federal da existência do mensalão de Lula, enfraquecimento do poder aquisitivo, a inexistência de uma política habitacional, crescimento desordenado das cidades, aumento dos índices de criminalidade em todas as cidades brasileiras.

A corrupção policial da esfera civil, a inexistência de combate sistemático ao crime organizado: droga, tráfico de armas, roubo de carga, contrabando, falsificações. Some-se a indigente ética do legislativo. O despreparo dos ocupantes dos cargos do poder executivo. As mazelas são uma constante. As notificações de impunidade dos atos de corrupção em todas as esferas públicas, o beneficiamento para empresários amigos. O distanciamento e má comunicação do mundo político conosco, só poderia dar no que deu: descrença institucional. Some-se a isto a péssima direção da presidente Dilma. Não consegue aglutinar seus ministros, a base aliada. Agora rejeitada por suas características de atos truculentos, desautorizando auxiliares e encobrindo maus feitos do seu antecessor e assessores. Todo mundo vê. O pavio foi longo demais. Demorou.

A política da “bolsa tudo” adiou a indignação. Agora acabou. Dilma demonstra incompetência para superar suas fragilidades. Ela herda a sua própria herança maldita. Propõe soluções equivocadas para antigos e permanentes problemas da sociedade. Poucos estão preocupados com constituinte ou modelos políticos. Todos querem melhor atendimento público, melhor ordenamento da economia e melhores condições de vida. Apontei algumas origens, causas e motivos das insatisfações.. Quais seriam os caminhos para a retomada o retorno a ordem?

1) Não aceitarmos a proposta da reformulação do quadro político. O que está por trás é a tentativa de desconversar a má administração da presidente e seus auxiliares. Pior, criar uma reforma para favorecer os atuais donos do poder.

2) Trocar os atuais ministros da área econômica, política e social. Fracassaram.

3) Propor um decálogo de melhorias e indicadores positivos a serem alcançadas nos próximos 12 meses.

4) Criar uma comunicação eficaz com o Congresso evitando o toma lá da cá. Estes procedimentos deveriam ser denunciados no ato.

5) Afastar TODOS os ministros, auxiliares, partidos que se locupletam das suas funções públicas para benefícios particulares.

6) A continuidade da pressão da população sobre os poderes executivos e legislativos para o combate a corrupção e a melhoria constante dos índices de qualidade na educação, transporte, saúde, habitação. Organizadamente ou não. O que importa é pressionar incessantemente. Cobrar este e os próximos candidatos e governos.

7) Organizar novas forma de acompanhamento dos políticos e escolher com cautela o próximo Congresso, governadores e trocar a presidente. Chega de improvisação.

Ronaldo Bianchi

Temos muitas dificuldades para compreender os movimentos necessários para um caminho firme para o progresso. Quais são estas dificuldades?

1) Dados esparsos, desintegração da informações, má burocracia, falta de recursos humanos especializados, o reverso é verdadeiro: há ocupantes despreparados de cargos chaves do aparelho de estado, ausência das universidades na construção de diagnósticos e simulação de resultados, o conjunto do empresariado está despreparado para o fornecimento de informações de suas áreas de atuação, ação sindical é ideologicamente retrograda, oportunista e ignara. Não precisamos de mais nada para entender o porquê. Precisamos? Como sair desta? Precisamos conceber um programa de desenvolvimento claro, transparente dirigido a promover o sucesso econômico. Para que isto aconteça há necessidade de todos os setores possuírem dados assertivos, confiáveis. Mas em que confiar se o governo manipula contabilidade?

2) Na frente econômica a desconstrução do tripé câmbio livre, metas de inflação e Banco Central independente geram a segunda e importante desconfiança para os agentes econômicos deslancharem seus investimentos. Não conseguiremos ultrapassar a linha da desconfiança sem a garantia de respeito contratual. Não poderá o governo alterar os critérios combinados por interesse fortuito, demagógicos ou extemporâneos. Investidores estrangeiros precisam de uma política cambial e controle de preços definida. Não poderemos alterar nosso comportamento nesta matéria. Iremos apreciar o real e destruir nossas indústrias ou desvalorizá-lo para assegurar sua reconstrução? Optaremos para um processo de fornecedores de commodities minerais e agrícolas ou investiremos nos processo de transformação verticalizando nossos ganhos? Combateremos a inflação com metodologia ou com mandingas?

3) A formação educacional do nosso mercado de trabalho definirá a nossa maior ou menor probabilidade para o sucesso econômico. Fracassaremos sem uma proposta ousada de educação no ensino fundamental e médio. O mundo contemporâneo dispensará o volume sem qualidade. Qual a formação dos nossos 200 milhões? Quantos sabem ler, interpretar um texto ou construí-lo, fazer as quatros operações aritméticas básicas? Hoje menos de 25%. Quantos precisaríamos? Pelo menos 60%. Quais as profissões mais requisitadas e quais são os conteúdos básicos para a formação de cidadãos e profissionais? Não possuímos sequer um currículo básico no ensino fundamental. Podemos alcançar o sucesso nestas condições? Duvido. Que farão os políticos com os recursos dos royalties do petróleo? Deveriam ser investidos integralmente na educação. Serão?

4) Na esfera dos relacionamentos e acordos internacionais estamos rapidamente perdendo a parada para países de menor envergadura e mais ousadia. Somos por si um bloco. Precisamos entrar rapidamente nas negociações de investimentos bi e multilaterais. Estamos dormindo para alcançar o sucesso. Desta forma não há desculpas para o fracasso. Ele falará por si sem piedade.

Ronaldo Bianchi

Esperamos 90 dias para confirmar o que já sabíamos: a economia brasileira estagnou. Menos 1% de crescimento representa uma evolução menor do que o crescimento populacional 1,6%. Há muitas desculpas e poucas explicações. A massa empregada começa a diminuir.
Quais as causas deste fracasso? Muitas, destacamos:

1) A incapacidade para reunir competência, preferem empregar afiliados políticos.

2) Apego a uma agenda ideológica. Com ênfase ao anacrônico nacionalismo esquerdista.

3) Despreparo da burocracia comissionada com os assuntos estratégicos. Tem poucos engenheiros e administradores na cúpula dos projetos. Cargos importantes estão ocupados por sindicalistas e afilados sedentos pelos salários e “oportunidades” dos cargos. Caso da chefa de gabinete da Casa Civil da Presidência da República em São Paulo é emblemático.

4) Desapego a redução do custeio da máquina pública. Vale empregar correligionários dos partidos da base aliada. Eficiência é palavra riscada do dicionário deste governo.

5) Incentivos equivocados. Ênfase aos incentivos ao consumo. Lentamente atende a produção.

6) Desapego ao controle inflacionário. Passamos há muito tempo do centro 4,5%. Nossa inflação está beirando a 7%.

7) Irracionalidade na política redução de juros a qualquer custo. Passamos de 11% da taxa Selic para 7%. Se a inflação está a 7%, os juros deveriam estar a 13%. Motivo: ampliar a poupança para investir. Como reduzir juros com inflação em alta?

8) Destruição da capacidade de investimento e politização das empresas estatais como: Petrobrás, Eletrobrás, Correios, Caixa e Banco do Brasil. O governo deu uma sonora “banana” aos investidores. Usam as empresas como política (?) econômica.

9) Incapacidade de realizar o planejado quanto a metas de investimento. Não acompanham o que acontece. Se o fazem, é mal feito. O “situation room” do planalto perdeu o sinal de alarme há muito tempo.

10) Alteração da politica cambial: passou da flutuação livre para uma controle intervencionista determinando por banda de flutuação. Pior sem critérios de metas a alcançar.

11) No campo político a Presidente oriunda das hostes PDT nunca foi assimilada como uma genuína(?) petista. Como nova petista depende do cacife do seu criador: Lula. Todos percebem a fragilidade, principalmente os “amigos” do PMDB. O descredito proporciona barganhas, geralmente lesivas a sociedade. Resultado engessamento da agenda.

12) A mediocridade da oposição em vários sentidos. Não cobra, não acompanha, não é propositiva. Facilita a leviandade do governo para maquiar dados, distorcer demonstração de resultados, achincalhar o STF, intimidar a impressa com legislação restritiva, ameaçar com a mordaça do silêncio a ações do Ministério Público, não desbaratar a cadeia dos mal feitosd o executivo.

Ronaldo Bianchi