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O que é Inteligência Pública?

É o conjunto de conhecimento organizado, expresso pela somatória das capacidades dos servidores públicos e que daqueles que estejam à disposição do Estado dentro de organismos públicos ou por ele contratado.

Para que serve?

Os quadros de especialistas trabalham no sentido de enfrentar desafios naturais, sociais, políticos, assuntos de defesa, educação, saúde, desenvolvimento econômico, representação internacional, inovação e captura de oportunidades.

Neste sentido, os órgãos formadores encontram-se na rede de ensino do fundamental à universidade. Além dela, há as escolas específicas criadas por ministérios, secretarias e agências de controle, centros de pesquisa, controladorias, empresas públicas que formam nossa elite de governo.

O ponto de alavanca está na capacidade do Estado para reunir condições para criar e manter esferas de excelência de servidores públicos que saibam planejar movimentos e realizar contratações no sentido da solução dos problemas brasileiros.

Chamo a atenção para um viés que há muito está se sobressaindo: o que é público é ruim e o privado que é bom. Será? Não se está confundindo a má gestão política do governo com o que seja a gestão dos profissionais concursados operantes nos organismos púbicos de Estado? Afinal a sociedade precisa de elementos categorizados para seu funcionamento exemplar, ou não?

Vejam o Agro Negócio. O Brasil é uma potência agrícola graças às condições naturais, solo e aos investimentos públicos na base do seu desenvolvimento. Escolas de Agricultura, Engenharia e Veterinária, Banco do Brasil, ainda corroboram a empresa Embrapa dedicada a pesquisa, as agências sanitárias, as casas de agricultura espalhadas por nosso território que fizeram a diferença para o conjunto harmônico do Agro Negócio brasileiro. Somos uma potência pela somatória do empresariado e todo arsenal público colaborando com o seu desenvolvimento.

A mesmas condições deveriam ser replicadas para áreas críticas como o meio ambiente, saneamento básico, saúde, educação e infraestrutura. São situações diferentes de um conjunto onde as peças colocadas concatenadamente propicia a resolução do quadro geral. Uma auxilia na resolução da outra.  Boa escola, leva a formação de profissionais com excelência e capacidade lógica. Saneamento Básico resolveria 40% ou mais da ocupação dos ambulatórios, hospitais brasileiros e aumentando a produtividade geral. A implantação de sistemas de infraestrutura soluciona um conjunto complexo para o desenvolvimento. Envolvendo mobilidade, energia, saneamento básico, comunicação entre outros.

Qualquer país que deseja progredir precisa de um quadro funcional preparado e capacitado para exercício de funções estratégicas fundamentais para o desenvolvimento. Construir e manter órgãos de formação é construir uma Nação.

Ronaldo Bianchi

 

 

Para que precisamos do Estado? Para regular as relações entre os indivíduos, às empresas, as relações internacionais e a supremacia nacional. Em resumo para não nos matarmos impunemente, não destruirmos o meio ambiente, nos proteger das barbaridades de outrem, dar um mínimo de sanidade do emprego da força econômica e criar canais para ascensão social e econômica da população. Livrar-nos da indigência.

O que os governos que escolhemos e os burocratas que ascenderam por concursos públicos processos seletivos ou nomeados por próceres dos partidos das coligações vencedoras fizeram para a população ou para o cumprimento da missão de Estado?

No Brasil eu acredito que não. No Brasil os políticos perderam a noção de suas funções. Partiram para se apropriarem de emendas e qualquer espaço de articulação para alcançarem resultados nem sempre lícitos. Esqueceram a sua razão de ser: atuar como fiscalizadores do poder executivo e abrir espaços para a sociedade avançar em riquezas. O legislador deveria atuar para:

  • Racionalizar as funções do Estado para reduzir o emprego dos recursos públicos e naturais disponíveis.
  • Reduzir possíveis desperdícios das funções executadas pelos poderes executivos e judiciários.
  • Aprimorar as funções dos órgãos de controle como Tribunal de Contas, Ministério Público e Corregedorias para se anteciparem as ações do executivo e inibir associações indevidas.
  • Capturar inovações e legislar para que se realizem.
  • Ouvir as demandas locais para serem traduzidas em obras, serviços melhores e aprimorados para quem representa.
  • Articular ações federativas e regionais para o desenvolvimento econômico.
  • Reduzir os emaranhados fiscais, jurídicos e legislativos que impeçam o desenvolvimento econômico, a deterioração do ambiente a e insegurança social.

Quais são as reformas necessárias para o país? Sigo Ives Gandra Martins: administrativa, política, trabalhista, previdenciária, tributária e a do processo civil. Qual o núcleo de todas elas? Facilitar a atividade civil e a capacidade empreendedora. Como? Ao reduzir burocracias, custos da máquina governamental, equalizar o caixa público para livrá-lo dos juros bancários. Dar mais representatividade pública para os atuais e futuros partidos. Libertar o executivo das garras do sistema de “qui pro quo” (toma lá dá cá) que o legislativo está submetendo o poder executivo dado às condições atuais.

A capacidade de investimento das empresas brasileiras está comprometida com atual teia tributária. O pior dos mundos é viver construindo relatórios para justificar sua lisura. A punição aplicada seria melhor capacidade de resposta da sociedade para com aqueles que não respeitam a vida em comum. Eliminar as disparidades entre a previdência privada e pública é a chave para o retorno ao equilíbrio fiscal.
O país pode seguir sem as reformas, mas será um país medíocre como está hoje.

Ronaldo Bianchi