Visitamos as cidades de Toronto, Mississauga, Niagara Falls e Niagara on the Lake. Localizadas na província de Ontário. Outras também são importantes como Hamilton, reconhecida pela sua indústria de transformação. A empresa brasileira Vale é parte deste cenário. Sem alarde, a região é uma locomotiva econômica da América do Norte. Visitem, cada uma com seu charme e singularidade. Relato abaixo algumas impressões.

Toronto: Apresenta trânsito, mas não congestionamentos. Há atrações imperdíveis destacando-se:

1) A torre de transmissão de dados: CN TOWER. Demonstra o potencial da engenharia canadense. Por décadas foi a mais alta do mundo. Agora é a terceira, perdeu o posto sucessivamente para Dubai e Tóquio (hoje a mais alta); 2) O estádio coberto, Skydom, abriga até 68 mil assistentes. Sua flexibilidade atende até 14 modalidades esportivas e qualquer uma de entretenimento. A plateia e cúpula são retráteis. São dezenas de camarotes, há um hotel e restaurante acoplados. Alguns quartos e mesas estão voltados para a arena. Quantos funcionários realizam o básico? 114 fixos. Para cada evento um número variável, podendo chegar a mil; 3) O museu de arte: Art Gallery of Ontario. Na ocasião, exibia uma retrospectiva das obras de Picasso; 4) A cidade é gastronomicamente fértil, há oferta das principais cozinhas internacionais; 5)Impressiona a pujança da construção civil. Contamos 16 gruas à beira do lago. Duas dedicadas à construção do novo Aquário; 6) A programação cultural é atraente, do balé ao cinema; 7) O bem arrumado planejamento urbano é refletido por sua rede transmodal. A circulação oferecida aos 4,5 milhões de habitantes é versátil e acessível; 8) Seus centros de compras, sofisticados; 9) A rede hoteleira cabe em todos os bolsos; 10)Os atendentes de todos os serviços, amigáveis e simpáticos. Toronto é “gigante”. Visitem.

Mississauga: Abriga o aeroporto internacional, os maiores centros de compras coletivas e entretenimento (teatros e cinemas). Está em plena expansão. Dezenas de gruas são vistas nos espaços da progressista cidade. Há duas torres imensas com silhuetas desencontradas. Uma afinada da base ao meio e a outra do meio ao topo. Incríveis. Vivem lá 750 mil pessoas. Cidade estendida com baixo gabarito.

Niagara Falls: Única decepção. Ocorreu uma invasão barbara. O lado canadense repleto de empresas de serviços americanas. São hotéis, restaurantes, parques temáticos e cassino. Destoa do planejamento e da lógica preservacionista canadense. Somente a beleza da catarata justifica a visita. A Torre Belvedere construída em 1967 está em frangalhos. Seus elevadores estão em mau estado, suas atrações internas sofríveis. Enquanto isto, o lado americano completamente preservado. Limpo, ascético, natural. Deixou a poluição visual, o torvelinho humano para os canadenses. Não há desculpas para o descaso.

Niagara on the Lake: Aprazível cidadela na beira do lago Ontário. Destaca-se por um comercio bem colocado e a região abriga rotas de vinhos. Centenas de empresas atendem ao circuito. Vinhos gelados são os pontos altos do cardápio. A indústria conta com um importante apoio governamental. Nos aeroportos de Ontário, por exemplo, as lojas tipo “duty free” vendem somente os vinhos locais.

Ronaldo Bianchi

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