Sim e não. Sim, se depender de seu reconhecimento da sociedade quanto à qualidade para o atendimento de seus anseios. Para que essa situação seja permanente, são necessárias mudanças em número igual de exigências e oportunidades oferecidas ao mercado. Os desafios de inovar e de divulgar são os itens mais importantes para a organização.

A sociedade retribuirá às empresas que ofereçam serviços e produtos que agreguem valor e realizem seus anseios. Ninguém precisa de um iphone para viver, porém quem o tem sabe como é sofisticado e útil. O mesmo ocorre em toda a cadeia de consumo, seja qual for a faixa de renda da população de um país. Pense naquilo que você consome ao acordar até retornar para casa. Quais são as marcas de produtos que utiliza e há quanto tempo?

. Higiene: xampu, sabonete, creme dental, papel higiênico, barbeador, creme para pele, loção anti-caspa;

. Alimentação: leite, frutas, pão, manteiga, margarina, requeijão, sucos, sucrilhos, café, açúcar, adoçante; embutidos entre outros.

Ao sair para estudar, trabalhar ou passear, como você se desloca? Ônibus, metrô, carro, carona, a pé, bicicleta, motocicleta.

Quando chega ao trabalho, quais as marcas de produto com que você se defronta? O espectro amplia-se na velocidade do trabalho que realiza, da arquitetura à metalurgia, mineração, ou seja, “n” alternativas. Mas sempre há uma marca de preferência.

Quando retorna para casa, pense no happy hour, no lazer e no jantar. Sim, os remédios não ficam de fora, para regular a pressão, desobstruir artérias e dormir melhor.

Preste atenção naquilo que você consome diariamente e há quanto tempo, quais as marcas que acompanham sua vida. Você terá uma surpresa: algumas entraram em sua vida e você nem se lembra quando. Essas marcas, por várias razões, motivos e intenso trabalho fizeram a sua lição de casa para entregar a você e a sua família, segurança, saúde, prazer e emoções.
As empresas proprietárias das marcas podem ter mudado de mãos, mas a satisfação que oferecem continua em alta.

Vejamos os casos pós-Collor. Sim, “elle” com toda sua capacidade de confusão, abriu caminhos para nos libertar dos oligopólios, que nos empurravam produtos de qualidade sofrível. Graças a sua ousadia, o setor automobilístico brasileiro mudou de rumo e nada como a concorrência para melhorar a vida do consumidor.

Lembro-me de um exemplo clássico: durante anos a Johnson & Johnson dominou as prateleiras dos supermercados com suas fraldas descartáveis. Ela colocava o distribuidor e o consumidor de joelhos, praticando preços extorsivos. Quando a Procter & Gamble entrou no mercado com a marca Pampers e com um preço menor, nós, os consumidores, nos vingamos do produto Johnson. Eles foram ao chão e a vingança foi comprar o produto concorrente com a ajuda da distribuição. Portanto, fez bem à saúde das empresas que querem progredir e atuar de forma não imperial, com cortesia e respeito ao consumidor. Por que gostamos de marcas como Sadia, Perdigão, Wickbold, Kellog’s e Nestlé por exemplo? Porque elas nos tratam bem e temos confiança em seus produtos.

É o caso da Natura, Boticário, Unilever, Procter & Gamble nas áreas de perfumaria, higiene e limpeza. Portanto, não é difícil identificar quais as empresas que possuem um futuro previsível.

Ronaldo Bianchi

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